sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Linguagens mortas?

Ultimamente tenho ouvido falar diversas vezes sobre o tema: Java está morto? antes desse era: Delphi está morto? E assim por diante...
Pensando nisso fui pesquisar no TIOBE, como está o 'IBOPE' das linguagens de programação.


Java está lá reinando em primeiríssimo lugar com 19.383% seguido, um pouco de longe pelo lendário C. Mas, a minha grande surpresa foi ver o finado(pelo menos era o que eu achava) Pascal no Top 20! Isso mesmo! O bom e velho (e põe velho nisso! Ele é de 1970!!!) Pascal. O mais surpreendente é que de 2008 para 2009 ele ganhou 6 posições e agora uma posição abaixo do Delphi, que de finado parece não ter nada...
Você programa(profissionalmente) em Cobol? Não acho provável. Conhece alguém que saque legal de Cobol, talvez o pai de um amigo? Eu não programo, nem conheço alguém que trabalhe com ela. É uma linguagem bem velha, de 1960. Essa sim deve estar morta, certo? Errado. Se você rolar a página do TIOBE de setembro de 2009, verá que ele está em #23.


Agora fica a pergunta: Pode uma linguagem morrer?
Eu acredito que elas sejam como árvores - podem até morrer mas, demooora....

6 comentários:

  1. Nessas horas é importante definir o que é morrer para uma linguagem. É parecido com o conceito de morte para uma língua falada.

    Latim e Grego ático são línguas mortas, mas tem um monte de gente que lê e fala essas línguas. Só que ninguém mais as usa para seu propósito original, que é a comunicação natural.

    As linguagens de programação geralmente nascem atreladas a usos e ambientes. Sistemas escritos em COBOL são como tábuas de argila escritas em 'fenício' que precisam de manutenção, estudo e limpeza. Programadores COBOL são arqueólogos. Make no mistake: Cobol é uma língua morta. Porém, pode surgir uma ferramenta que traga de volta a linguagem -- como foi o caso do BASIC. Nesse caso seria um tipo de Neo-Cobol. Como é o Grego demótico.

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  2. Concordo com você Jason. Uma ótima analogia, por sinal.
    Assim ninguém hoje começaria a escrever um livro em latim, não acredito que ninguém começaria a desenvolver um sistema real em COBOL.
    Olhando desse prisma, COBOL e algumas outras linguagens estão realmente mortas. E ainda outras moribundas...

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  3. Conconrdo parcialmente com o Jason. Pegando emprestada uma frase que o meu amigo Sérgio Nogueira falou uma vez, "uma língua está viva se ela está sofrendo evolução, adaptações e sendo utilizada no dia-a-dia", ou como disse o Jason, "para comunicação natural".
    No caso das linguaguens eu consideraria a sua utilização para construir um novo sistema. Acho que é assim que deveríamos considerar se uma linguagem está viva ou morta. Por que, só fazer manutenção em um sistema feito em Cobol, Fortan ou PL/1, por exemplo, não as torna linguagens vivas, já que não é nada novo, é apenas a manutenção de sua existência, como no caso do Latim. O sistema sim, está vivo.
    Já fazer um novo sistema utilizando estas linguagens as mantém vivas. Pelo menos é isso que eu acho. Eu não sei se ainda desenvolvem coisas novas nessas linguagens e com outras, mas se desenvolvem elas estão vivas.

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  4. Acho que realmente esse é um assunto que dá o que falar. Ótimo post. Parabéns!

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  5. Cobol ainda é usado em diversos main frames, principalmente de instituições financeiras, pode apostar que a maiorias dos sistemas que calculam extratos bancários, cartões de credito ainda usam essa linguagem.

    Porque não querem usar algo mais simples? Porque existe um certo medo de parar toda essa estrutura, para mim essas linguagens estão mortas, não existe mais um desenvolvimento e a maioria dos profissionais que aprendem ela é para dar manutenção em sistemas já existentes.

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  6. Pessoal, para empresa de grande porte como instituições financeiras o custo de realizar a troca de todo um sistema para alguma linguagem nova ou aquela que esteja em evidencia e altíssimo para se dizer inviável, alem do investimento humano dos seus funcionários no aprendizado e o tempo, hoje para computadores como main frames e muito difícil você ter linguagem como C#, Delphi ou qualquer linguagem de punho visual elas mais destinadas para desktop, para efeito de processamento, cálculos etc elas não seria viável, por isso vale ressaltar que como disse nosso amigo estão mais para manutenção, mas mortas não.

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